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mar 06

Quem foi Emiliano Zapata?

Postagens do Prof. Peppe

Postado por: Prof. Peppe - 06/03/2015

Foto: Quem foi Emiliano Zapata?


Emiliano Zapata Salazar,filho de Cleofas Salazar e Gabriel Zapata, nasceu no dia 8 de agosto de 1879, em San Miguel Anenecuilco, Morelos, no México. Também conhecido como Caudilho do Sul, foi um dos líderes militares mais importantes durante a Revolução Mexicana, que teve início em 1910.

Ele lutava contra a tirania e os latifundiários espanhóis que no seu entender exploravam e escravizavam os povos indígenas. No início da colonização do México, os colonos espanhóis em grande parte, não foram acompanhados de mulheres, resultando em união com as índias ou em abusiva relação sexual, cuja consequência foi à formação de uma população de mestiços mal assimilados pela sociedade branca.

O lema adotado por ele foi “Terra e Liberdade”

Zapata organizou um grupo de indígenas e camponeses, principalmente do sul do país, passando a realizar ações de guerrilha, ocupando e repartindo as terras.

Em 1918, Emiliano Zapata era um guerrilheiro, como Francisco Villa (Pancho Villa). Inconformado com o sistema ditatorial de Pofírio Diaz, Zapata declarou seu desejo de promover a distribuição das terras de latifundiários entre a população carente. mas seu movimento armado pela redistribuição de terras não foi adiante, pois não possuía muita munição e a lei agrária do presidente Venustiano Carranza, que apaziguou a causa suriana, contribuiu para frear sua consolidação como uma real organização político-militar.

Após o manifesto de Zapata, o governou ordenou sua prisão. Em liberdade novamente, Zapata organizou, sob o lema "Terra e Liberdade", um grupo de indígenas e camponeses, principalmente do sul do país, e passou a praticar ações de guerra de guerrilha, ocupando e repartindo as terras.

A Emboscada

O general Jesús Guajardo fez Zapata pensar que estava descontente com Carranza na sua forma política de governar e que estaria disposto a se juntar com ele. Combinaram de se reunir na Fazenda de Chinameca, em Morelos, dia 10 de abril de 1919, ocasião em que Zapata morreu após sofrer uma emboscada.

Movimento Zapatista

Em 1994, os seguidores de um movimento nacionalista e democrático inspirado nas ações de Emiliano Zapata no início do século passado, deu origem ao Movimento Zapatista. Originado na região mexicana de Chiapas, na qual habitam grupos indígenas e camponeses.

O que pretendiam?

Questionavam as políticas neoliberais em evidência na época através de um movimento contrário a Globalização, e a entrada do México no NAFTA em 1994.

Aos gritos de “Já Basta!”, tornou-se o símbolo da manifestação que repudiava a participação do México no NAFTA.


Atualidade

Na atualidade, o Movimento Zapatista tem como objetivo principal, preservar a cidadania mexicana e manter a cultura e a tradição do povo indígena do passado.

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fev 23

Transposição do São Francisco

Postagens do Prof. Peppe

Postado por: Prof. Peppe - 23/02/2015

Foto: Transposição do São Francisco


O que é o Projeto?

O Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional é um empreendimento do Governo Federal, sob a responsabilidade do Ministério da Integração Nacional.

Tem objetivo de assegurar oferta de água para 12 milhões de habitantes de 390 municípios do Agreste e do Sertão dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

A Integração do rio São Francisco com bacias dos rios temporários do Semi-árido será possível com a retirada contínua de 26,4 m³/s de água, o equivalente a apenas 1,42% da vazão garantida pela barragem de Sobradinho (1850 m³/s), sendo que 16,4 m³/s (0,88%) seguirão para o Eixo Norte e 10 m³/s (0,54%) para o Eixo Leste.

Nos anos em que o reservatório de Sobradinho estiver com excesso de água, o volume captado poderá ser ampliado para até 127 m³/s, aumentando a oferta de água para múltiplos usos.

As dificuldades do Projeto

Levar a água do rio São Francisco para o Nordeste não é fácil. A água tem que vencer 722 km de terreno árido e íngreme e ser elevada a cerca de 300 metros de altura (no Eixo Leste) e 180 metros (no Norte).
Para isso serão usadas, ao todo, 8 estações de bombeamento, 591 km de canais e 12 túneis.

Os canais suportam até 127 m3/s de água, mas o governo garante que só serão retirados 26,4 m3/s do rio (1,4% da vazão média).

As usinas de Jati e Atalho servem para recuperar dois terços da energia gasta nas estações de bombeamento.

Investimento

O Projeto São Francisco é hoje a maior obra de infraestrutura hídrica para usos múltiplos sendo executada diretamente pelo governo federal. O investimento de R$ 8,2 bilhões resulta do acréscimo de novas condicionantes ambientais exigidas pelo IBAMA - serão mais de R$ 900 milhões de recursos para esta área -, da revisão de obras civis em decorrência dos projetos executivos, dos gastos com eletromecânica e da supervisão e gerenciamento da obra em função do prolongamento do prazo.

Projeto de Integração do São Francisco

As obras do Projeto de Integração do São Francisco estão em andamento e apontam mais de 55,5% de avanço.

Estão em construção túneis, canais, aquedutos e barragens na maior obra de infraestrutura hídrica do país. O empreendimento está previsto para ser concluído no final de 2015.

O Projeto contempla ainda 38 ações socioambientais, como o resgate de bens arqueológicos e o monitoramento da fauna e flora. O investimento nestas atividades é de quase R$ 1 bilhão.

Atualmente, a obra emprega mais de 9,6 mil trabalhadores. Dos 16 lotes de obras, que compõe as Metas, dois já estão concluídos: o Canal de Aproximação do Eixo Norte e Leste.

Atualmente, estão em atividades 14 lotes: Lote 1, em Cabrobó (PE); 2,3 e 8, em Salgueiro (PE); Lote 4, em Verdejante (PE); Lote 5, em Brejo Santo (CE); Lote 6, em Mauriti (CE) - mobilização; Lote 7, em São José de Piranhas (PB) - em mobilização; Lotes 9 e 13, em Floresta (PE); Lotes 10 e 11, em Custódia (PE); 12, em Sertânia (PE); e 14, em São José de Piranhas (PB).

Quatro trechos do Eixo Norte funcionam 24 horas por dia: em Salgueiro (PE), em Cabrobó (PE), em Jati (CE), e em São José de Piranhas (PB). Mais de 3 mil máquinas estão em operação.
Cabrobó, Pernambuco (PE).

O canal da transposição do eixo norte vai passar por Cabrobó em direção à Paraíba e ao Ceará. Segundo o prefeito Torres, até 2010, "não havia nada da transposição em Cabrobó, mas desde 2012 a obra está de vento em popa".

A prefeitura pleiteia um projeto de irrigação que atinja cerca de mil hectares do semiárido do município, além da extensão da Universidade do Vale do São Francisco, com pelo menos dois cursos universitários no município, e habitações do programa Minha Casa, Minha Vida.

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dez 09

Orações Subordinada Adjetiva

Postagens da Prof.ª Monique

Postado por: Prof.ª Monique - 09/12/2014


Oração subordinada adjetiva é aquela que possui valor e função de adjetivo, ou seja, que a ele equivale.

As orações vêm introduzidas por pronome relativo e exercem a função de adjunto adnominal do antecedente.

Observe o texto Quadrilha de Carlos Drummond de Andrade, que exemplifica com muita precisão as orações adjetivas:


Quadrilha

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história


O primeiro período é formado por uma oração principal “João amava Teresa” e cinco orações adjetivas.

O pronome relativo “que” retoma sempre o objeto da oração anterior e projeta-o como sujeito da oração que introduz.

O encadeamento sintático dos primeiros versos, em que o objeto de um verbo é o sujeito do verbo seguinte, foi utilizado para representar a própria dança da quadrilha, que é caracterizada pelo desencontro e a troca de pares.

“João amava Teresa” (oração principal) (Sujeito: “João”) (o objeto direto é “Teresa”);

“que amava Raimundo” (Sujeito: “que”- “Teresa” ) (o objeto direto é: “Raimundo”)

“que amava Maria” (Sujeito: “que”- “Raimundo” ( o objeto direto é: “Maria”)

“que amava Joaquim” (Sujeito: “que”- “Maria”) ( objeto direto é “Joaquim”)

“que amava Lili” (Sujeito: “que” – “Joaquim”) ( o objeto direto é: “Lili”)

“que não amava ninguém” (Sujeito: “que”- “Lili” (o objeto direto é “ninguém”)

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dez 01

VERSIFICAÇÃO

Postagens da Prof.ª Cristiane Tolomei

Postado por: Prof.ª Cristiane Tolomei - 01/12/2014

Foto: VERSIFICAÇÃO


Olá, turma!
Bom ano para todos!
Vamos começar nossas conversas este ano com Introdução à Literatura. Irei apresentar alguns conceitos fundamentais para a análise do texto literário neste mês.
Começaremos com o estudo dos elementos poéticos.
VERSIFICAÇÃO
Estudo dos metros e ritmo do verso. A versificação ou metrificação estabelece normas para a contagem das sílabas de um verso.
Poema= é o texto composto em versos (linhas breves) e estrofes, numa oposição ao texto composto em prosa (linhas longas), isto é, composto em orações, períodos e parágrafos.
Outras definições
Verso: é o nome que se dá a cada uma das linhas que constituem um poema.
Metro: é o nome que se dá à extensão da linha poética. Pela contagem de sílabas de um verso, podemos estabelecer seu padrão métrico e suas unidades rítmicas.
Ritmo: é a sucessão de tempos fortes e fracos que se alternam com intervalos regulares.
Rima: é a igualdade ou semelhança de sons na terminação das palavras: coração, estimação/ conhecimento, esquecimento.
Como escandir? Como fazer a contagem de sílabas poéticas?
1) Na contagem das sílabas métricas, contamos até a última sílaba tônica e desprezamos a sílaba ou sílabas átonas finais.
2) Quando houver encontro de vogais (vogal no fim de uma palavra e outra vogal no início do vocábulo seguinte), formando um ditongo, conta-se apenas uma sílaba métrica:

Ex.: Alma amada

3) Os hiatos permanecem com suas vogais separadas - e estas constituem sílabas métricas: cru/ el ; vô/ o.


Estrofes
A estrofe é composta por versos.
Quanto ao número de estrofes, o poema se classifica em:
1 verso - monóstico
2 versos - dístico
3 versos - terceto
4 versos - quarteto ou quadra
5 versos - quinteto ou redondilha menor
6 versos - sexteto ou sextilha
7 versos – septilha ou redondilha maior
8 versos - oitava
9 versos - novena
10 versos – décima ou decassílabo

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nov 18

Jogos PARAOLÍMPICOS ou jogos PARALÍMPICOS?

Postagens da Prof.ª Maria Estela

Postado por: Prof.ª Maria Estela - 18/11/2014

Foto: Jogos PARAOLÍMPICOS ou jogos PARALÍMPICOS?


Novembro de 2009, época em que foi divulgado o evento Rio 2016 – “Jogos Paralímpicos” que ocorrerá em 2016. Constatamos, disso não resta nenhuma dúvida, embora não tenhamos nos atentado para o fato de que a vogal “o” foi suprimida da palavra “Paraolímpicos”.

Daí, usuários desse precioso idioma que somos, sentimo-nos questionados: mais uma vez a língua estaria sendo maltratada? Há rumores de que o VOLP tão logo passará a registrar a nova forma, pois somente assim teríamos ciência de que o termo, em questões formais, estaria sendo registrado. Prosseguindo com o impasse, as discussões parecemganhar ainda mais vivacidade, restando saber as reais intenções de tal fato.

A resposta parece emergir quase que de forma imediata, uma vez que para o CPB (Comitê Paraolímpico Brasileiro), fundado desde 1995, a nova mudançaoperou-se no intuito de o Brasil se igualar mundialmente aos demais países. Assim, diante de tais intenções, estaria o Comitê seguindo adiante e deixando para trás o esquecido “o” de épocas e épocas de permanência, vindo a se transformar em Comitê Palímpico Brasileiro?

Ao contextualizarmos essa questão, tudo parece estar perfeitamente nítido, haja vista que não há nada que contradiga: o fato é que tudo isso nada mais é do que o reflexo da globalização sobre a nossa língua, de cujas origens não podemos discordar. Nesse sentido, é bom que se diga que a palavra “paraolímpico” resultou da junção do prefixo de origem grega para (de paraplegia) com o adjetivo olímpico, semelhantemente a tantas outras palavras que compartilham nosso cotidiano linguístico.

Se até as raízes etimológicas foram esquecidas ao soar da nova grafia, outros tantos aspectos acerca da formação da palavra em estudo, porventura não ficarão no esquecimento. Para tanto, à luz de algumas semelhanças entre palavras por nós conhecidas, como é o caso de hidrelétrica e gastrenterologia, percebe-se como algo normal a supressão da vogal final do primeiro elemento. Palavras essas derivadas de gastroenterologia e hidroelétrica. Mas daí, suprimir a vogal inicial do segundo elemento é, no mínimo, inaceitável.

O que se percebe é que, vivenciando fatos norteados por um estilo amplamente sincrônico da língua, precisamos nos conscientizar de que somente o tempo dirá: se eles permanecerão, até se tornarem formalizados, ou se se conceberão como objeto de refutação, pelo menos por boa parte dos gramáticos.

Ao menos, por enquanto, prevalece a segunda das alternativas, mesmo porque até para os atletas paraolímpicos trata-se da Paraolimpíadas, Jogos Paraolímpicos, enfim, justamente porque são realizados de forma paralela ao Jogos Olímpicos.

A expressão Paralímpicos, em detrimento a Paraolímpicos, concebe-se como objeto de refutação pela maioria dos gramáticos.

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